Os posts sobre receitas, culinária e gastronomia agora estão no Cozinha da Kika.
Eu já tinha visto essa manteiga francesa no supermercado, mas 16 rins por um pote de manteiga é o tipo de coisa que não se pode comprar toda semana.
Mas coincidentemente na aula de francês chegamos numa lição sobre comidinhas e a tal manteiga estava no vídeo. Quem de lá já foi pra França e comeu a manteiga Président no hotel disse que é muito boa, então resolvi experimentar o tablete de 200g, que custou uns R$ 7,50.
E não é que a danada é boa? Pelo jeito é o equivalente nacional da manteiga Aviação. Já fiquei imaginando uma Tarte Tatin com ela, mas no momento eu não vejo a hora de terminar o trabalho e comer um pão com manteiga quentinho… ai que fome!
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Eu adoro cerejas. Sou apaixonada. Deve ser a minha fruta preferida. Mas cereja em calda é um negócio que nunca me desceu, acho totalmente dispensável, mesmo como enfeite.
Eu sempre soube que aquilo não é cereja coisa nenhuma, porque como pode uma fruta tão cara virar uma conserva tão baratinha né? Mas no twitter da @a_camila acabei de descobrir a verdade: cereja em conserva é feita de… chuchu!
Claro, faz todo sentido! Se marrom glacê é feito de chuchu, por que não a cereja em calda? Aliás, marrom glacê é o cúmulo da distorção! O doce de castanha glaceada é uma coisa bem diferente.
Então já que é pra levar gato por lebre, o negócio é parar de comprar cereja em calda no supermercado – que além de chuchu e cal culinário pode levar sabe-se lá o que mais – e fazer em casa a receitinha da Ana Maria Braga que o c2kraus publicou (ó gente, não testei a receita tá, façam por conta e risco de vocês):
Cereja fake em calda
Ingredientes:
- 250gr de bolinhas de chuchu cozido
- 1/2 litro de água
- 1 colher (café) de cal virgem
Calda:
- 1 copo de groselha
- 2 copos de açúcar
Modo de Preparo:
Cozinhe o chuchu um pouco e faça bolinhas. Faça uma calda com a água e o cal. Jogue as bolinhas nessa água. Escorra e jogue as bolinhas na calda da groselha com o açúcar. Ferva e desligue. Quando as bolinhas abaixarem, colocar o outro copo de açúcar e ferva de novo. Desligue o fogo. Depois de frio, coloque uma colher de essência de cereja e outra de licor maraskino.
Mas ó, nada de colocar corante azul na cereja tá? Que cereja azul é o tipo de coisa que eu não desejo nem pro meu pior inimigo, muita pobreza num alimento só.
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Mais cupcakes de aniversário! A receita de cupcakes de mel eu encontrei no Technicolor Kitchen. Como eu não simpatizo nem um pouco com merengue, fiz um fondant de limão para a cobertura.
É bem facinho: peneirei açúcar de confeiteiro e coloquei um pouco de suco de limão até ficar molinho (no olhômetro mesmo, sem medidas). Levei ao banho maria pra derreter bem o açúcar, e coloquei uma colherada de fondant no centro de cada cupcake. Depois voltei cobrindo o resto com uma colherada mais generosa. O importante dessa cobertura é deixar o bolinho um tiquinho mais baixo que o papel na hora de assar, para ela não escorrer como na foto (que eu nem liguei porque quem comeu esse aí fui eu, haha). E como não ficou tão lisinho quanto eu queria, peneirei mais açúcar de confeiteiro pro cima de tudo. Acabou ficando mais bonito do que a cobertura lisa.
E junto com os cupcakes de ontem, eles foram para uma caixinha de presente. Milagrosamente, atravessaram a cidade e chegaram inteirinhos no destino.
Agora, sinceramente, o problema de ser nerd e arrogante é que eu adoro aprender coisas novas, e depois que eu aprendo pra todo canto que eu olho eu penso “ai cruzes, eu faço melhor”. Foi assim que eu nunca mais comprei biscoito no supermercado, e foi assim que a caixinha de presente de papel micro-ondulado não saiu na foto. Pra gastar 3 reais numa caixa horrorosa dessas eu deveria ter ido numa papelaria e comprado o papel viu. Teria saído um servicinho bem mais delicado (agora só falta aprender como montar caixas de cupcakes forradas corretamente com papel de seda, hahah).
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Aniversário da professeur, e eu que não perco uma chance de exibir meus dotes culinários para pessoas queridas.
A tentativa era fazer um cupcake com as cores da bandeira da França, mas por alguma razão o bleu resolveu ir pro topo e o rouge, pro fundo. Se bem que esse vermelho é bem fajutinho: corante rosa + corante amarelo. Como corante alimentício não é tinta de impressora, saiu uma coisa meio laranja. A idéia era cobrir os cupcakes com ganache, mas achei o efeito do topo rachado tão bonito que desisti.

alguém que precisa com urgência de louças de adulto
A receita é a mesma dos rainbow cupcakes: sua massa preferida de bolo branco, umas gotinhas de corante e uma colherada de cada cor.
Assei também uma fornada de cupcakes de mel, que amanhã eu vou cobrir com fondant de limão. Vou tentar lembrar de fotografá-los antes de sair de casa.
Este post foi originalmente publicado no meu blog pessoal enquanto o Moi, Tricoteuse estava em hiato.
Depois de jurar que eu nunca mais compraria nada da Fun Kitchen quando o meu grill família descascou, mordi a língua e fui lá comprar o fatiador de frios. Não que eu tenha sido seduzida pela propaganda no Shoptime, porque faz séculos que eu não paro pra assistir o canal, mas foi a única marca razoável de fatiador caseiro que eu encontrei pra comprar.
A descrição do site:
Com o Fatiador de Frios Fun Kitchen, você vai poder regular a espessura da fatia de acordo com a sua preferência. Seguro de manusear, só funciona quando a trava é acionada e tem protetor para o polegar. Possui lâmina de alto desempenho e oferece 3 velocidades (baixa, média e alta) para você fatiar, em casa, frios, queijos, carnes e pães.
Até aqui eu tanto amei quanto odiei, não tem meio termo.
Vantagens do fatiador de frios
* Você já viu um funcionário de supermercado fatiando frios com gripe num domingo a tarde? Eu já.
* Comprar frios em peça sai mais barato (ok, até agora só falei das vantagens de ter um fatiador de frios, qualquer um).
* Ele é pequeno e dobrável. Cabe num canto do armário.
* É bem seguro, quase chato de tão seguro. Tem proteção pros dedos e só funciona se, enquanto vc fatiar com a mão direita, segurar o botão de liga/desliga com a mão esquerda, que é pra não meter o dedo na lâmina mesmo.
Coisas que você talvez queira saber sobre ele
* Não é recomendável ficar com o aparelho ligado mais do que três minutos. Ok, em três minutos você já cansou e pode tirar uma pausa, mas a pressa não vai ser amiga do seu fatiador.
* Uso doméstico. Isso significa que se você acabou de montar uma padaria e não tem tem dinheiro pra um fatiador profissional não dá pra quebrar o galho com o fatiador de R$ 160,00.
* Não cabe uma peça inteira de presunto ou queijo por exemplo, você precisa cortar pedaços menores. Isso nem chega a ser desvantagem, você só não vai ter aquelas fatias de supermercado, só isso.
* Demora um tempo pra pegar o jeito e chegar no tamanho ideal de fatia (e ela invariavelmente vai sair meio tortinha). Também não acho desvantagem, vou enfiar o presunto no meio do pão e mastigar de qualquer jeito, n’est pas?
* Dependendo do tamanho do salame, ele não fica firme quando você prende pra fatiar. Compramos um salame de mais de meio metro em Poços de Caldas (um exagero, e o salame nem é gostoso), e pra conseguir fatiá-lo eu cortei pedaços de mais ou menos 8cm e fatiei no sentido do comprimento. Ao invés de rodelinhas, tirinhas.
Desvantagens do fatiador de frios
* A limpeza é um saco! Só três peças são removíveis, a base e a parte de dentro da lâmina não são (e não podem ir pra torneira). Aqueles micro pedacinhos dos frios que vão caindo entram em casa cantinho do aparelho (e eu acho que tem mais cantinho do que o necessário, por ser dobrável) e demora muito mais pra limpar tudo do que pra fatiar. Precisei apelar pra uma escova de dentes (nova, minha gente, uma escova de dentes nova!) pra conseguir limpar alguns lugares. E fora isso, a única coisa que eu pude fazer foi passar um pano úmido com detergente. Ainda é menos nojento do que o funcionário do supermercado fungando o nariz em cima do meu queijo, mas poderia ser mais parecido com o juicer que você desmonta em quinze partes e enfia tudo na água.
* Mussarela, daquelas bem molinhas, é simplesmente inviável. O queijo não fatia, mas vira um creme que se enfia por todos os cantinhos do fatiador, até dentro do motor, depois é um inferno pra limpar. Mas a mussarela que eu tentei fatiar nele é daquelas que a gente não consegue cortar nem com aquele fatiadorzinho manual, sabe? Muito chata mesmo.
Me arrependi? Até aqui, ainda não. Mas eu já percebi que depois da compra do mês eu vou precisar tirar um dia inteiro pra deixar tudo fatiadinho, pra só passar pelo parto da limpeza uma vez.