Moi, Tricoteuse

27!

27 quadradinhos!

Vinte e sete quadradinhos. Quase a metade da minha manta.

Ainda não enjoei, o que é tipo um milagre de Natal. Só que agora está ficando cada vez mais difícil encontrar as lãs, por causa do calor. Talvez eu só termine perto do próximo inverno, com as cores novas de lãs, porque também não vale a pena ficar enchendo de tons sem graça só pra dizer que terminou.

Tem muito mais de azul que das outras cores porque eu estou tricotando os novelos no degradê. Menos essa última rosa, que eu comprei esses dias que fiquei longe de casa e já comecei. Aliás, aquele novelo pink é um luxo.

A idéia aqui é praticamente brilhar no escuro, só cores vibrantes. Minha cam não é lá aquelas coisas, mas os 4 novelos de cima são em tons pastéis, e estão separados justamente porque eu só vou usar os quadradinhos nessas cores se for muito necessário (senão vai pro tricô solidário – aliás já consegui mais um quadradinho com as sobras desses novelos e um pedaço de blusa de lã que eu desmanchei).

Eu até andei pensando que talvez tivesse sido uma boa idéia (uma idéia bem nerd na verdade) fazer uma manta CMYK (ou azulão, pink, amarelo gema e grafite, no lugar do preto). Talvez as almofadas.

 

Então, Fátima, fazer a manta em tiras é uma idéia boa, deve ficar muito lindo, mas o problema é que eu (1) enjoo rápido de cada quadradinho, se não terminar em no máximo 2 dias já dou uma parada na “produção” (2) levo o tricô na bolsa, pra cima e pra baixo, e levar uma tira maior que 30 cm já iria ficar inviável.

Mas se eu fizer almofadas, se eu fizer em CMYK acho que vou fazer em tiras! Provavelmente um novelo de cada cor dá pra uma almofada grandona. Valeu pela idéia ;D

Here comes the cross stitch

Senhoras e senhores, meu primeiro ponto-cruz:

Não que eu seja uma grande fã, mas por alguns motivos que não vêm ao caso minha aula de artesanato hoje foi sobre ponto-cruz. Ele não é torto, é coisa de enfiar a toalhinha no scanner. E, obviamente, eu ainda não terminei.

Como compulsão é meu nome do meio, eu simplesmente comprei 36 meadas de cores diferentes (e na maioria berrantes) e baixei quase 100 gráficos de bichinhos fofoletes que eu achei pela internet. E eu nem gostei muito da coisa.

Quando eu terminar esse bordado, scaneio de novo e publico aqui junto com o gráfico original.

 
Já minha manta de tricô vai bem, obrigada. Empaquei com uma lã Família da Pingouin que, cruzes, muito ruim. Ela não é macia, parece fio de plástico (claro, ela é sintética, mas existem lãs sintéticas, como a Cril, que são super macias). Quando eu tiver mais quadradinhos prontos, tiro uma foto.

Here comes a blanket

Eu sou uma pessoa egoísta e perfeccionista nas horas mais impróprias.

Dito isso, vamos ao caso da manta de retalhos.

A idéia me pareceu simpática quando eu encontrei o site Tricô Solidário: mantas de retalhos feitas com restos de lã, para aquecer velhinhos carentes. Se tem alguma coisa que desperta a caridade em mim são os velhinhos carentes.

Na época, o único tricô que eu fazia era no tear, e raramente temos sobras de lã nele. Quando eu aprendi o tricô tradicional, percebi que eu realmente não nasci pra essa coisa toda de passar meses contando pontos pra fazer uma linda blusa que, no final das contas, eu nunca vou usar. Mas eu gosto de tricotar, e é bem útil como passatempo.

Foi quando eu encontrei o blog de uma finlandesa que tricotou muitos quadradinhos que viraram muitas mantas. No álbum de foto delas existe todo estilo de mantas de retalho possível.

Foi quando eu decidi que queria uma pra mim. Mas uma totalmente diferente das mantas que ela fez! Ok, talvez a manta 105 seja simpática, mas todas as outras são muito desorganizadas pro meu gosto. Mas ela doou todas pra caridade e precisava de uma terapia enquanto passava por uma depressão feia – coisa bem diferente de uma pós-adolescente desocupada, a.k.a eu.

Um monte de quadrados aleatórios não é exatamente o meu estilo. Decidi começar com alguma coisa *organizada*, em tons de rosa, preto e branco. Talvez rosa e azul. Mas quem resiste a uma lã verde-limão? Eu não resisto.

Então seria uma manta de retalhos colorida, que eu usaria para treinar meu tricô, fazendo um quadradinho em cada estilo, com pontos e técnicas diferentes.

Com 4 quadradinhos eu percebi que ao fazer tricô/meia (e eu ainda não aprendi o nome disso) o trabalho enrola sozinho. Eu precisaria de alguma coisa reta pras pontas, como o quadrado perfeito ou crochê. Mas, adivinha só, o quadrado perfeito não é tão perfeito assim. O crochê da minha mãe é simpático.

Os quadradinhos da minha manta...
Os quadradinhos da minha manta…

Tricotando só em meia os quadradinhos ficaram muito mais molinhos, retos e todos iguais. E, adivinha só, eu resolvi não tricotar nada em preto, porque eu vou montar os quadradinhos num degradê de cores extremamente fresco.

... e os quadradinhos que eu vou doar!
… e os quadradinhos que eu vou doar!

Eu já tinha a idéia de fazer alguns quadradinhos pro tricô solidário, mas mais no final do ano… Porque não doar os quadradinhos que já estão prontos e continuar tricotando com as lãs preta e marrom que eu tenho aqui desde já?

Decididamente eu vou me sentir muito melhor quando olhar pros meus avós no sofá durante o inverno sabendo que algum idoso que não tem a mesma sorte que eles está mais quentinho com os meus quadradinhos.

* * *

Uma manta de retalhos do tamanho de uma cama de solteiro é, comercialmente falando, quase inviável. Pra minha cama eu vou precisar de 66 quadrados de 20×20cm. Cada novelo de lã Cril (de 40g e R$ 1,80) dá 2 quadrados. Mais o trabalho absurdo que isso dá, R$ 100 ainda é pouco pra alguma coisa do tipo.

Claro que fazer isso aos poucos, por distração e prazer, vale a pena. Mas fazer quadradinhos pro projeto (qualquer projeto do tipo, eu já fiquei sabendo de mais dois) é algo que dinheiro *nenhum* no mundo paga, sabe? Quando eu acabar, cada pedacinho de lã que sobrar vai virar quadradinhos, e se eu encontrar alguma roupa no armário que possa virar lã e eu não use mais, vou continuar tricotando pra ajudar quem precisa.

Sinceramente, minha vontade é somente de ajudar idosos carentes, a única categoria de seres humanos que me derrete.

E a minha manta vai ser devidamente fotografada de blogada a cada grande progresso.

Amostra de pontos

Resolvi fazer pedacinhos de amostras de pontos no tear pra saber como eles ficam. Os pontos são da Analu, do site Tear Manual. A cala é de 3cm.

amostra de pontos no tear paralelo: zigue-zague, arroz duplo e fechado

amostra de pontos no tear paralelo: zigue-zague, arroz duplo e fechado. clique para ampliar

No caso do zigue-zague, do arroz duplo e do fechado, eles ficam muito parecidos. Na imagem ampliada eu fiz uma linha separando exatamente um do outro pra ficar mais fácil diferenciar.

amostra de pontos no tear paralelo: escama, meia e cerquinha

amostra de pontos no tear paralelo: escama, meia e cerquinha. clique para ampliar

Na minha singela opinião, o ponto escama é a versão “simples” do zigue-zague. Ou, ao contrário: o zigue-zague é a versão dupla do escama.

O ponto meia é a versão simples do arroz duplo.

E o cerquinha é um ponto bem esquisito por causa desse “buraco” entre as carreiras. Mas a outra parte do trabalho pode ser útil se você precisar de um ponto que não estique (não tentei adaptar o ponto sem o “buraco”, não sei se dá certo).

Quando eu mudei o blog de endereço e refiz os posts, o ponto cerquinha já não estava mais disponível no site da Analu pra eu fazer o link. Mas não acho que perde-se grandes coisas, o ponto é muito feio e muito ruim.

amostra de pontos no tear paralelo: traçado, rabo de gato e cristal

amostra de pontos no tear paralelo: traçado, rabo de gato e cristal. clique para ampliar

Gostei bastante do ponto traçado, fica bem diferente dos outros pontos de tear e é simples.

O rabo de gato é meio clássico. Já o ponto cristal eu achei muito parecido com os outros pontos mais comuns.

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