Só quando eu fiz a resenha sobre A Estrela Mais Brilhante do Céu (clique aqui para ler) é que eu percebi que ainda não tinha blogado sobre Tem Alguém Aí? da Marian Keyes.
Já adianto que é um daqueles livros que a gente precisa ler sem spoiler nenhum, pra não estragar a surpresa. Eu normalmente não leio nem a contracapa (que tem umas orelhas de livro que eu vou te dizer, entregam o melhor da história sem dó nem piedade), mas neste caso a melhor parte da leitura é descobrir a história aos poucos, mesmo.
Anna é uma das irmãs Walsh (que a gente já conhece de Melancia, Férias! e Los Angeles). Já se passaram vários anos desde que Claire foi abandonada pelo marido com um bebê em Melancia, e Anna agora está casada e trabalhando numa empresa de cosméticos em Nova York. Mas o livro começa com ela toda machucada na casa dos pais em Dublin e longe do seu marido Aidan. O que aconteceu com Anna? Onde está Aidan?
Eu demorei um tempão pra terminar de ler esse livro porque deixei ele de lado um pouco. A história é bem triste e eu cheguei a ficar mal em alguns pedaços. Isso não significa que não seja ótimo, como a maioria dos livros da Marian Keyes.
Eu devorei o livro mais recente da Marian Keyes no final do ano passado, mas tinha esquecido de blogar sobre ele.
A Estrela Mais Brilhante do Céu é lindo, pra mim o livro mais “feliz” da autora até agora. Apesar de ter drama e personagens bem problemáticos, eu acho que é a primeira vez nas histórias da Marian que nenhum personagem tem problemas com drogas e precisa de rehab.
A história se passa num edifício residencial na Rua Star Street 66, e é narrada por um misterioso personagem que a gente não sabe muito bem se é um anjo ou um encosto, já que ninguém consegue vê-lo mas ele consegue sentir a energia de todos. No prédio temos um casal jovem aparentemente muito feliz, uma senhora de idade com um filho mala, uma quarentona preocupada com o namorado e uma taxista que divide o apartamento com dois estrangeiros. Todos os personagens estão ligados de alguma maneira ou vão se ligando ao longo da história.
O livro é delicioso, daqueles que a gente não consegue largar e quer ler só mais um pouquinho e quando se dá conta são 3h da manhã. Adorei.
Ai mais que delícia de filme! Gosto tanto de filme nacional quando é bom e não tem favela, ceis não tem noção. Comédia romântica com ficção científica, por que não fazem mais filmes assim e menos filmes sobre pobreza no Brasil?
Em O Homem do Futuro (O Homem do Futuro, 2011) o cientista Zero (interpretado por Wagner Moura) desenvolve uma máquina que seria capaz de gerar energia limpa para todo o país, mas sem querer ele descobre que ela é uma máquina do tempo que o manda 20 anos de volta no passado. Lá ele é capaz de consertar todos os erros de quando se apaixonou por Helena (interpretada por Alinne Moraes), sua paixão de faculdade que o humilhou na frente de todos.
Mas as coisas não dão muito certo – na verdade elas dão colossalmente errado – e ele precisa voltar ao passado e impedir seu eu paralelo de fazer besteira. E aí é aquela velha história de qualquer filme sobre viagem no tempo. Muito divertido, muito bem feito e uma fofura.
Eu não gosto de macacos. E tenho um sério problema que é pegar birra de alguma coisa que muita gente fica comentando. Por isso eu demorei meses pra assistir Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011).
Will é um neurocientista brilhante, que está perto de encontrar a cura para o mal de Alzheimer. Quando ele pensa que os testes clínicos em chimpanzés são conclusivos, uma chimpanzé surta e sai quebrando tudo no laboratório. Mas o que acreditava-se ser efeito colateral do remédio é na verdade proteção, porque ela tem um bebê chimpanzé escondido na sua sela. Will adota o bebê, que se mostra mega inteligente por causa do medicamento – só que a busca pela cura de uma doença espalha um vírus mortal para humanos pelo planeta, mas que deixa os símios super inteligentes.
Eu até tinha me animado a assistir o clássico original, que eu pensei que fosse apenas um. Mas não, tem o planeta, a fuga, a conquista, a batalha, o chá com biscoitos… deos me livre, muito macaco pro meu gosto, deixa quieto.
Continuando minha garimpagem pelos filmes que têm a gastronomia como pano de fundo, assisti o clássico A Festa de Babette (Babettes gæstebud, 1987).
Duas irmãs vivem numa vilazinha isolada na Dinamarca do século 19, mantendo uma espécie de culto religioso que começou com o pai delas.
O filme conta como a empregada francesa Babette acabou indo parar naquele fim de mundo e tendo que aprender as tradições culinárias totalmente diferentes e um idioma completamente estranho. Um dia ela finalmente tem a oportunidade de mostrar todo seu talento no jantar de comemoração dos 100 anos do líder religioso, um banquete tipicamente francês com tudo o que se tem direito.
A idéia dessa série de filmes sobre gastronomia era fazer a receita principal de cada um pro meu blog de comida, mas aqui é o ponto onde eu desisto dessa idéia por conta da codorna no sarcófago, hahaha…
Outro dia eu vi num blog uma lista de filmes que, de alguma maneira, eram sobre gastronomia ou tinham a gastronomia como elemento muito forte na história. Uma pena que eu tenha formatado o computador e perdi o link do blog, agora não encontro mais (nem pra linkar aqui, nem pra terminar de assistir a lista).
Toast (Toast, 2010) é a biografia do chef inglês Nigel Slater. A mãe dele não é capaz de fazer nada mais elaborado do que torradas na cozinha, a família vive de comida enlatada e Nigel passa a infância sonhando com livros de receita e comida de verdade. Quando a mãe morre, seu pai arranja uma empregada meio vadia mas que cozinha divinamente bem, e a cozinha vira território de guerra entre os dois.
É um filme bonito, mas meio arrastado e tem uma história muito triste. A trilha sonora é linda, linda, linda! É absolutamente impossível não chorar quando Nigel lembra da mãe ao som de If You Go Away, versão de Dusty Springfield para a canção francesa Ne Me Quite Pas.
Merengue de limão, te desejo.