Esse filme passou outro dia na sessão da tarde e eu baixei assim que cheguei em casa. Quer coisa mais gostosa pra um feriado gelado do que uma comédia romântica podreira embaixo do edredon?
Meu Noivo de Mentira (My Fake Fiance, 2009) tem a mesma pegada de Melissa & Joey, parece um episódio especial de uma hora e meia. Os dois são solteiros, se conhecem num casamento (e se comportam exatamente como no seriado) e estão os dois completamente sem dinheiro. Resolvem fazer um casamento de mentira pra ganhar os presentes e a grana (basicamente o único motivo que me faria casar nessa vida hahaah). Acabam obviamente se apaixonando bla bla bla.
Comedinha romântica bobinha, previsível, uma delicinha!
Eu tô ficando muito velha mesmo. Dei grazadeus de não ter ido ver esse filme no cinema, porque achei (olha só a velhice) muito longo e muito barulhento. No dia em que inventarem controle remoto pra pausar e mudar o volume do filme no cinema talvez eu volte a ser aquela pessoa que batia ponto na sala de projeção uma vez por semana.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012). Honestamente? Pra mim, o filme mais fraco da franquia até agora. Batman tava chato. Cacete, era a porra do Batman, como vocês conseguiram deixar o Batman chato??? Duas horas e meeeeeeia de Batman chato!!! Afemaria!
E o tanto que se falou da Mulher-Gato? Participação minúscula na história, mas cada vez que apareceu chutou bundas (quando vocês vão fazer outro filme com a Poison Ivy falando nisso?).
Ainda sim sou uma compradora compulsiva que vai comprar o filme em blu-ray. Provavelmente os três filmes dessa franquia nova juntos, mesmo já tendo os outros dois em DVD.
Por algum motivo desconhecido, ainda não tinha assistido Amizade Colorida (Friends With Benefits, 2011). Só esta semana quando caí numa deliciosa promoção de filmes em blu-ray a R$ 29,90 no Submarino (clica no banner aí do lado e compra tá?) é que eu percebi que deixei passar uma comédia romântica. Que falha a minha.
Dois amigos resolvem que estão cansados de relacionamentos e querem dar um tempo nos romances, mas resolvem que vão apenas fazer sexo casual sem compromisso. Obviamente os dois se apaixonam bla bla bla final previsível fim. Não é spoiler, é fato.
Achei bonitinha, só tenho sérias restrições contra esse Photoshop da capa que aproveita o mesmo corpo em várias mãos diferentes pra criar poses diversas. Custa, custa meu pai misericordioso, tirar duas fotos? Essa economia que se faz com imagens de divulgação e esse excesso de photoshop disasters nunca vai fazer sentido pra mim.
E comédia romântica agora tem essa pegada safadjeenha, todo mundo se comendo loucamente… mas continua a mesma coisa né? A mesma coisa brega com final previsível e que vicia a gente feito carboidrato. Uma coisa de louco. Comédia romântica é tipo uma droga maldita que afeta a mente da gente e molda nosso caráter de um jeito completamamente errado. E ainda sim eu tenho uma coleção delas na prateleira, me julguem.
Cara, eu devo ser muito fora dos parâmetros do mundo mesmo. Todo mundo pagando pau pra esse filme e eu achei a coisa mais nhé do ano até agora.
As Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012) conta a história de um menino indiano de uma família dona de um zoológico na Índia. A família precisa vender os animais e se mudar pro Canadá, mas durante a viagem o navio passou por uma tempestade e eles naufragaram. Sobrou Pi e os animais no barco, como todo mundo já cansou de ver nos trailers.
Já adulto, Pi vai contar sua história para um escritor que quer transformá-la num livro, e o filme se passa nesse flashback. Sem querer fazer spoiler, e sem querer desmerecer os efeitos visuais do filme que são absurdos de lindo… mas ô finalzinho besta hein?
Mas, de novo, sem spoilers.
Me lembrou um pouco a pegada religiosa e decepcionante da trilogia Fronteiras do Universo, aquela do Bússola de Ouro.
Eu quase comprei o livro, porque ando numa fase consumista descontrolada (mesmo). Fico feliz que dessa vez eu tenha conseguido manter minha regra pessoal de só comprar livros que eu já li e gostei pra economizar precioso espaço na prateleira.
Assisti esse filme só porque cansei de falar dele na época do Oscar? Sim. Mas né, assistiria Bradley Cooper fazendo até novela da Gloria Perez com prazer.
O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012) é uma ~dramédia~ romântica que conta a história de um cara que foi pro hospício por ter tido um ataque de fúria quando pegou a mulher com outro. Quando ele sai do hospital psiquiátrico conhece a irmã da melhor amiga da ex-mulher, que ficou viúva e também despirocou. Os dois vão ficar amigos, bla bla bla, comédia romântica com final previsível.
Achei uma gracinha, pretendo comprar o DVD quando ele custar R$ 19,90 no balaio da Americanas… só não vi motivo pra ninguém ganhar Oscar ali, mas né, sou a pessoa que considera o melhor do Oscar, na ordem: Merryl Streep tirando a calcinha da bunda, Jennifer Lawrence dando do dedo do meio/tomando um tombaço e Kristen Stewart justificando estar manca com um “sou uma idiota”.
O filme foi baseado num livro de Matthew Quick que olha, parece bom, mas obviamente já entocharam o cartaz do filme na capa então me recuso*.
* Se eu continuar ~me recusando~ nunca mais vou ler né?